quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Receita monta operação para taxar 'penduricalhos' de juízes


Alan Marques - 12.ago.2013/Folhapress
Prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília


A Receita Federal mira o Poder Judiciário e prepara uma operação para cobrar Imposto de Renda de magistrados que receberam indevidamente benefícios como o auxílio-moradia.
Popularmente chamados de "penduricalhos", esses benefícios são isentos de imposto. Os magistrados que estiverem recebendo a ajuda sem a devida justificativa, no entanto, serão autuados.
A Receita vai avaliar particularmente o uso do auxílio-moradia.
Para os auditores, o que está em jogo é a sua finalidade. Pelas regras tributárias, se o contribuinte não gasta esse valor pagando aluguel, o benefício virou salário —e o fisco cobrará Imposto de Renda e multa sobre ele.
Atualmente, esse auxílio custa cerca de R$ 1 bilhão por ano para os cofres públicos em todo o país e é um dos motivos que fazem os rendimentos no Judiciário ultrapassarem o teto salarial do funcionalismo.
O limite, por lei, equivale ao salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje fixado em R$ 33,7 mil.
No alvo dos fiscais também estão procuradores da República, promotores de Justiça e integrantes dos Tribunais de Contas estaduais.
Uma força-tarefa está concluindo um cruzamento de dados para chegar a uma lista de quem recebe o auxílio-moradia indevidamente. Essa fase deve ser concluída até o final deste ano.
Para isso, os auditores estão vasculhando bens de juízes e de seus cônjuges para saber, por exemplo, se recebem auxílio tendo imóvel no local em que atuam.
A cobrança ocorrerá a partir de janeiro, com base nos pagamentos feitos em 2017.
Se todos os magistrados forem enquadrados pelo fisco, a conta da autuação pode chegar a R$ 330 milhões.
A Receita usará como base para as autuações as declarações de renda.
Em nota à Folha, a Receita confirmou que "atua na identificação de indícios de que rendimentos tributáveis assim não foram declarados" e informa que faz parte de sua rotina a fiscalização de contribuintes, inclusive "membros de Poderes da República".
Nos últimos anos, mais de 2.000 procedimentos de fiscalização foram concluídos tendo como alvo membros do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.CENÁRIO
A operação ocorre em um momento de aperto orçamentário. Para cumprir a meta de deficit de R$ 159 bilhões no próximo ano, o Executivo precisou baixar uma medida provisória para adiar o reajuste salarial de servidores para 2019 e elevar a contribuição previdenciária de 11% para 14% de quem ganha mais de R$ 5.500. A União também lançou um programa de desligamento incentivado.
Enquanto isso, no Ministério Público Federal, pelo menos 86% dos procuradores e subprocuradores ganharam neste ano mais do que poderiam devido, principalmente, ao auxílio-moradia.
Na Justiça, as distorções salarias em tribunais estaduais chamaram a atenção da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Atendendo a um pedido da ministra, os tribunais enviaram relatórios com o detalhamento das folhas de salário.
No Ceará, por exemplo, 329 magistrados estavam acima do teto. Em Minas Gerais, 98%, e, em São Paulo, 56%.
*
> COMO SERÁ A OPERAÇÃO DA RECEITA FEDERAL
1. Abrangência
Grupo de inteligência da Receita está cruzando dados imobiliários de juízes federais e estaduais, integrantes do Ministério Público Federal e do Estadual, e de Tribunais de Contas de Estados e municípios, além de cônjuges
Meta: saber quem não usou auxílio para gastos com moradia
Prazo: até final deste ano
2.Operação
O fisco quer cobrar 27,5% de IR sobre o auxílio-moradia, mais uma multa de até 20%
Meta: cumprir a lei que impõe aos contribuintes justificar rendimentos ou gastos; Para o fisco, o auxílio que não é usado para custeio de moradia é rendimento e, portanto, tem que ser tributado
Prazo: a partir de janeiro de 2018 

A Galinha e o Porco (ou: a diferença entre estar envolvido e comprometido)


::: Eu já conhecia a história, mas resolvi deixar registrado aqui, pra ter onde procurar quando quiser. E também porque, via google, encontrei uns 3 ou 4 textos ruins (mal escritos etc.). Aí editei, coloquei bonitinho e pans. E me dou o direito de não saber (e nem ter procurado) se os termos em latin citados estão corretos! Peguei trechos de 2 sites e “remontei”.
Torcendo pra ter mais “porcos” do que “galinhas” no meu caminho, neste ano e
Estavam um dia o porco e a galinha passeando pela fazenda, quando chegou o fazendeiro e lhes propôs um desafio: eles seriam responsáveis por preparar um café da manhã diferente a cada dia da semana pelas próximas duas semanas. No caso de falha, definida pela falta de um cardápio variado em um desses dias, o café da manhã seria preparado pelo próprio fazendeiro que, sem opção, prepararia bacon com ovos para começar o dia.
Estavam ambos motivados, o porco e a galinha, a cumprir a missão e entregar um cardápio diferente a cada dia pelas próximas duas semanas. Nos primeiros dias tudo correu bem, o porco sempre de maneira pró-ativa começava o dia a pensar no cardápio para o dia seguinte, dividia as tarefas necessárias para separar os ingredientes para a nova receita, pensava em formas inovadoras de cumprir as metas e era ajudado pela galinha que cumpria as tarefas a ela atribuídas.
Com o passar dos dias, as receitas ficaram cada vez mais elaboradas e o porco gastava grande parte do seu dia preparando os pratos que seriam servidos ao fazendeiro. Com isso não tinha tempo para atribuir as tarefas para a galinha. Que por sua vez aproveitava o tempo livre para ciscar o chão e procurar minhocas. Isso limitava o tempo disponível ao porco que trabalhava ainda mais para cumprir as metas.
O final dessa fábula você já pode prever: o fazendeiro não é atendido nas suas solicitações, o porco vira bacon e a galinha, depois de ceder um ovo, continua ciscando e procurando minhocas como se nada tivesse acontecido…
A história da galinha e do porco fala sobre envolvimento e comprometimento.
Agora eu pergunto, quem está envolvido e quem está comprometido? Nas empresas, na sociedade, em tudo, há esses dois grupos: os envolvidos e os comprometidos. Parece ser a mesma coisa, mas não é.
Quando você come o ovo, a galinha está envolvida, já que foi ela que botou o dito-cujo, mas não depende de estar ali para que o restante (os ovos, no café da manhã) aconteça.
Quando você come o bacon, o porco está comprometido, já que ele é o próprio.
Envolvimento é ato de envolver. Envolver deriva do latin envolvere que seria o mesmo que cobrir, enrolar ou misturar. Comprometimento é ato de comprometer-se ou assumicompromissur um compromisso. Comprometer deriva do latin compromittere, e compromisso deriva do latin , e ambos remetem ao sentido de assumir uma obrigação ou promessa firmada com outra parte.
Exemplificando para o ambiente de trabalho: as pessoas envolvidas fazem parte do grupo e trabalham pelos seus objetivos. Para os comprometidos, o grupo faz parte dele e ele trabalha com os objetivos coletivos. Os envolvidos apontam os sintomas e muitas vezes fazem parte do problema. E quando resolvem, o fazem da forma mais prática. O comprometidos compram problemas e resolvem da melhor forma.
Os envolvidos assumem somente as responsabilidades da sua função e quando recebem mais funções reclamam que estão sendo explorados e não têm
interesse, pois isso não fecha com seu objetivo pessoal. Os comprometidos assumem as responsabilidades necessárias para atingir os objetivos coletivos e
vêem novas tarefas/funções como ótima oportunidade de aprenderem mais.
Os envolvidos sempre querem ser reconhecido pelo que faz. Os comprometidos sempre reconhecem quem faz. Para os envolvidos sempre há problemas e dificuldades. Para os comprometidos, sempre há soluções e energia. O envolvido toma espaço. O comprometido constrói o seu espaço. A relação com um evolvido é de curto prazo, enquanto que com o comprometido consegue-se manter uma relação de longo prazo.
E você… é comprometido com as outras pessoas, com o que faz, com sua família, com seu trabalho, com a alegria dos que estão próximos de você? Ou você é só mais uma galinha no poleiro?

FONTE - https://rinapri.wordpress.com/2012/01/02/a-galinha-e-o-porco-ou-a-diferenca-entre-estar-envolvido-e-comprometido/

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A NATIMORTA DEMOCRACIA BRASILEIRA - por Almir M. Quites


Fonte: http://almirquites.blogspot.com.br/2017/11/a-natimorta-democracia-brasileira.html

A democracia brasileira foi... nada mais que uma linda ilusão!

Chamamos de
​ ​
ditadura o regime no qual o governo está separado da Sociedade Civil e o Poder não vem do Povo. Ditadura é o regime em que a Sociedade Civil não elege seus Governantes ou é submetida a uma farsa eleitoral, como na Coréia do Norte, na Venezuela, Cuba, Angola, Congo, Guiné Equatorial, Zimbabwe, Omã, Rússia, China, Egito etc. A lista é longa, especialmente na África!

Para que o povo possa fazer escolhas lúcidas e tomar decisões a favor, ou contra, as políticas de governo, todas as mídias devem ser livres, da imprensa as meios eletrônicos e telemáticos de comunicação. Não se enganem, quando o governo impõe censura ou controla direta ou indiretamente os corpos editoriais: é ditadura.

As ditaduras geralmente se disfarçam de democracia perante o povo, que aos poucos se aliena, substitui a sua capacidade de observação e crítica pela fé e sua iniciativa pela submissão. Percebe-se o despotismo dissimulado quando políticos, que ainda não podem prender ou mesmo matar seus opositores, usam métodos substitutivos como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação e usam a mídia para distorcer os fatos, usando recursos públicos ou ilícitos para impor uma versão alternativa de sua conveniência.

O comportamento tirânico de um político muitas vezes pode ser visto pelas altas verbas gastas em publicidade governamental, nos níveis municipal, estadual e federal.

Atualmente, mais de 50 países vivem em regime ditatorial, também denominados de “autocracias”. Muitos destes países, não permitem o voto popular periódico para escolher os governantes e tampouco liberdade de expressão. Outros se auto denominam de democráticos e até organizam eleições. No entanto, os candidatos de oposição e de situação se articulam nos bastidores, enquanto aparecem se digladiam em público; ou os candidatos da oposição são ameaçados e acabam desistindo ou morrendo “misteriosamente” pouco antes do pleito; ou o sistema eleitoral é organizado de modo que o governo possa ter o controle dos resultados eleitorais, ou ainda a apuração eleitoral não é transparente ao controle dos eleitores e os resultados são muito duvidosos, com diversas evidências de fraude que não são esclarecidas.

Aldous Huxley, no livro 'Admirável Mundo Novo' ('Brave New World" na versão original em inglês, 1931) escreveu: — “A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão”.

Recuso-me a falsificar conceitos. São eles que nos permitem distinguir uma Ditadura de uma Democracia, por mais que se tente falsificá-la. Se formos atentos aos conceitos, os governantes que chamam de Democracia o que de fato é Ditadura não nos enganarão. Nós saberemos que eles estarão ludibriando e zombando do povo.

Feito este preâmbulo, vamos focar nossa atenção no Brasil.

Dirijo-me a todos os brasileiros para dizer, sobretudo aos jovens, que não há democracia no Brasil, mas podemos e devemos lutar por ela de novo!

Depois da ditadura militar, penosamente superada, pensávamos que recuperaríamos a democracia, mas foi apenas mais uma ilusão. A tão sonhada democracia nasceu morta em 1985.

A década de 1980 foi uma transição pacífica do regime militar para o regime mafioso. Nela se consolidou um grande caporegime, ou seja, uma hierarquia que tem, no topo, o poderoso chefão de diversos caporegimes subalternos com suas tropas de militantes, ordenanças e soldados de alto soldo. Os "capos" possuem status social importante e grande influência na organização criminosa.

A Constituição Anticidadã de 1988 foi feita pelos políticos para garantir-lhes poder e impunidade. Com ela, a organização criminosa apoderou-se do Estado e passou a controlar o orçamento nacional. Assim, a República Federativa do Brasil morreu sem nunca ter nascido.

A existência da organização criminosa foi comprovada pela Operação Lava Jato. Por certo esta organização já existia embrionariamente, embora sem uma estrutura mafiosa típica, desde o final do século passado, principalmente em prefeituras petistas do Estado de São Paulo, onde até protagonizou atos terríveis  como em Campinas [Nota 1] (assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT), Santo André [Nota 2] (Assassinato do Prefeito petista Celso Daniel) e Monte Alto [Nota 3] (assassinato do prefeito petista Gilberto Morgado). Estes são exemplos que ficaram bem conhecidos. Porém, cresceu como um tumor e começou a se enraizar na estrutura do Estado brasileiro a partir de 2002, como manancial financeiro para a eleição do ex presidente Luis Inácio Lula da Silva à presidência da República, quando integrantes do PT se aliaram a grupos econômicos mediante a promessa do candidato de atender seus interesses privados em troca do apoio financeiro.

Com isso, Lula foi eleito e a Organização Criminosa passou a ganhar corpo e poder. Então, estruturou-se secretamente para, na frase do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, "cobrar propina em diversos órgãos públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista controladas pela União e Casas do Congresso Nacional, a partir de negociações espúrias com as empresas que tinham interesses em firmar negócios no âmbito do governo federal e na aprovação de determinadas medidas legislativas". Então, foram nomeadas para cargos públicos (responsáveis por grandes orçamentos) pessoas previamente comprometidas com a arrecadação de propina. Essas pessoas, que compuseram o núcleo administrativo da organização criminosa, faziam a ponte com os empresários (núcleo econômico), que, por sua vez, pagavam os valores indevidos por meio de doleiros, depósitos em contas no exterior em nome de "offshores" (empresas de "paraísos fiscais"), doação eleitoral oficial e, também, em alguns casos, de estruturas desenvolvidas no âmbito das próprias empresas para ocultar a origem dos recursos ilícitos. Esses operadores eram os responsáveis pelo núcleo financeiro da organização criminosa.

O esquema petista foi ampliado para os partidos aliados, caracterizando a compra de votos dos parlamentares das duas casas do Congresso. Assim, o esquema ilícito serviu também para atender interesses escusos de integrantes de outras agremiações partidárias. Então começou a existir também a venda de cargos no governo ou empregos públicos.

Todos os integrantes desta organização criminosa, independente de partido, tinham em comum, obter o máximo de vantagem econômica indevida, a partir dos negócios disponíveis no âmbito da Administração Pública Federal direta e indireta e do Congresso Nacional. O Estado brasileiro estava à venda. Os interessados compravam, com propinas, todo o tipo de vantagem indevida, independentemente de tais negócios atenderem ou não a algum interesse público.

Em 2005 explodiu o caso conhecido como Mensalão, até então, o maior escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil. O caso teve como protagonistas alguns integrantes do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Popular Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista Brasileiro (PSB), Republicano Progressista (PRP), e Progressista (PP), sendo objeto da ação penal de número 470, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF).

Hoje, a estrutura criminosa está bem desenvolvida. Há, no topo da hierarquia, uma Organização Criminosa Maior (OrCriM) que controla uma miríade de organizações criminosas menores que abarcam os três poderes constitucionais nos níveis federal, estadual e municipal. Os partidos políticos são faces de um mesmo poliedro irregular e criminoso. Se o atual presidente do Brasil, Michel Temer, fosse ator e representasse o poderoso chefão de uma máfia internacional, incorporaria o personagem tão perfeitamente que nunca mais se dissociaria dele.

As ditaduras que o Brasil teve, sempre tiveram eleições. Logo, não é a existência de eleições que caracteriza uma democracia. Até a pior ditadura do mundo atual, a Coréia do Norte, tem eleições. O que caracteriza uma democracia é a qualidade do processo eleitoral.

Os brasileiros podem salvar o Brasil nas eleições de 2018? Não! O Brasil é hoje uma cleptocracia, ou seja, um Estado governado por ladrões, no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político. Esta cleptocracia é o que nominamos como Organização Criminosa Maior (OrCriM).

Acreditar no processo eleitoral num país em que todos os poderes chafurdam no lama da corrupção é um erro fatal. A grande organização criminosa controla o processo eleitoral, engana e explora o povo brasileiro.

Para entender melhor como o nosso processo eleitoral é controlado, leia aqui:
A FARSA ELEITORAL
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/08/a-farsa-eleitoral.html

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o órgão mais poderoso da República e é também o maior suspeito de fraudes! Tudo indica que estamos sendo iludidos há muito tempo! Parece exagero? Então, leia aqui:
O TSE É O CENTRO DOS PROBLEMAS
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/06/o-tse-e-o-centro-dos-problemas.html

Você acredita que não houve fraude na apuração da eleição presidencial de 2014? Se você acredita que as eleições foram honestas, então terá que admitir que o povo brasileiro seja completamente idiota, porque elegeu a presidente Dilma Rousseff por maioria simples e, com pouco mais de dois meses de mandato, já a rejeitava por maioria qualificada de 2/3. Se a hipótese da idiotia dos eleitores for correta, então a eleição direta seria tolice! Sai dessa!

Para entender este "paradoxo", leia aqui:
FRAUDE ELEITORAL OU IDIOTIA DOS ELEITORES
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/05/houve-fraude-eleitoral-ou-idiotia-dos.html

Quando o Senador Aécio Neves enfrentou a candidata a reeleição Dilma Rousseff, na eleição de outubro de 2014, parecia-me evidente que ele não se impunha na campanha eleitoral. Eu o via evitando os temas mais inconvenientes para a sua rival, principalmente nos debates pela TV. Isto me deixava perplexo, pasmado.

Hoje, suspeito que Aécio não pretendia mesmo vencer aquela eleição, bastava-lhe cumprir seu papel na farsa eleitoral. Mesmo assim, com toda a corrupção que aportava muito mais recursos ilícitos na chapa Dilma & Temer, ele quase ganhou. Parece-me, embora seja impossível comprovar, que nem mesmo o suposto "diferencial Delta" (assegurado no software da urna eletrônica) foi suficiente para garantir a vitória da chapa Dilma & Temer. Então, foi preciso interferir diretamente nos algoritmos da totalização dos boletins de urna, a qual é feita nos computadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para entender melhor este último parágrafo, convido você, Leitor, para fazer uma viagem no tempo, uma volta ao passado, para assistir, junto com outros viajantes, a marcha da apuração da eleição presidencial de 2014.

Para acessar o portal do tempo, clique aqui:
VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/03/viagem-ao-passado-dificil-de-engolir.html

A mesma desconfortável sensação de que Aécio Neves sabia que não deveria vencer as eleições, tive também em 2010, quando José Serra foi derrotado por Dilma Rousseff. Parecia-me que Serra também evitava assuntos espinhosos para a sua rival. Por exemplo, eles nunca mencionaram, nem ele nem Aécio, os objetivos criminosos do Foro de São Paulo, a aliança com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e, por extensão, com o narcotráfico. Aliás, o mesmo pode ser dito com relação à eleição presidencial de 2006, quando tivemos Geraldo Alckmin x Lula e em 2002, quando tivemos José Serra x Lula. Nestes dois pleitos presidenciais, nos debates que assisti pela TV, eu vi Lula, um ignorante, que tropeçava nas palavras e expressava pensamentos sonsos, digladiando com um oponente que, embora dominasse a língua portuguesa, procurava se nivelar ao oponente como se quisesse proteger um filho que está em dificuldade.

Hoje está provado: todos os partidos políticos estão na rede da OrCriM!

————— Notas de rodapé —————

Nota 1: Em 2001, veio à tona o caso da morte de Antonio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT, prefeito de Campinas. O assassinato de Toninho tem contornos de crime político porque Toninho tinha feito denúncias de desvio de verbas e favorecimento por parte de funcionários da prefeitura e também fez denúncias à CPI do Narcotráfico, que investigou políticos, empresários e traficantes da cidade. Toninho foi morto enquanto dirigia o seu carro na saída de um shopping em Campinas. Os criminosos portavam uma pistola 9,0 milímetros, de uso exclusivo dos militares, e deixaram pertences no Palio de Toninho, como celular, documentos, roupas novas e uma bandeira do MST. Mesmo assim, o caso foi facilmente abafado porque a mídia se concentrou no evento do dia seguinte, o fatídico 11 de setembro, no qual as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, foram atacadas.

Nota 2: Prefeito de Santo André, cotado para o ministério do primeiro mandato de Lula, Celso Daniel foi morto com 13 tiros na noite de 18 de janeiro de 2002. As investigações oficiais não foram conclusivas quanto aos motivos do assassinato. O Ministério Público avalia que o caso teve motivação política e denunciou o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, ex-segurança que estava no carro com o prefeito, como mandante do crime.

Nota 3: Gilberto Morgado (PT), prefeito de Monte Alto, um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, foi encontrado morto (09/06/2006) num prédio de apartamentos, na Avenida Rebouças, na zona sul. Morgado caiu do 23º andar, onde estava hospedado com a mulher, Rosa Maria de Oliveira Morgado, que entrou em estado de choque. Os peritos que estiveram no apartamento afirmaram que foi encontrada uma cadeira junto à janela e remédios de tarja preta, cuja venda sem receita médica era proibida.  Segundo a delegada, a mulher do prefeito afirmou que ele teria feito denúncias envolvendo a empresa Leão Leão.  A empresa Leão Leão foi denunciada pelo advogado Rogério Buratti, ex-assessor de Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto. O advogado afirmou que o também ex-ministro da Fazenda recebia R$ 50 mil por mês da empresa, responsável pela coleta de lixo. E citou outras prefeituras envolvidas, entre elas Monte Alto.

𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

FINADOS? IMAGINE! TODOS SANTOS = por Carlos Brickman


Carlos Brickmann -01/11/217



O ministro da Justiça, Torquato Jardim, mudou o jogo: no país em que bois voadores fizeram a fortuna de Eduardo Cunha, em que fazendas de muitos andares abrigaram os bois de apartamento de Renan Calheiros, no país dos bois anônimos e de hábitos pouco comuns, Jardim deu nomes aos bois e apontou seu papel na insegurança pública do Rio. Em notável entrevista a Josias de Souza (https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ ), Jardim disse que o governador Pezão e seu secretário da Segurança perderam o controle das forças de segurança  e   que o que define o comando da PM é um acerto com deputados estaduais e o crime organizado. Disse mais: “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”.

Há o que fazer? O ministro acredita que ações com tropa federal podem ajudar um pouco, mas que só haverá condições para um combate efetivo ao crime organizado a partir de 2019, com outro governador, outro secretário. Com os atuais dirigentes, não há jeito: disse Jardim que ele, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o secretário do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, já tiveram duras conversas com Pezão, sem êxito. Antes que a situação melhore, ainda deve piorar: na opinião do ministro, os atuais bandidos estão cedendo espaço às milícias, quadrilhas que envolvem policiais. Cada milícia tem seu espaço, dificultando ainda mais o restabelecimento da segurança pública no Estado.

Nós, não

O ministro Torquato Jardim diz estar convencido de que o assassínio do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3º Batalhão da PM carioca, que emocionou o país, não está bem contado. Não foi, acredita, a consequência de reação a um assalto. “Ninguém me convence de que não foi acerto de contas”. O governador Pezão e o secretário da Segurança, Roberto Sá, garantiram que o Governo do Rio não negocia com criminosos.

O rigor da lei

O ministro da Justiça é uma autoridade e se responsabiliza pelo que diz. Fez acusações pesadas ao governador do Rio, incluindo opiniões sobre um assassínio que a Polícia fluminense diz estar empenhada em esclarecer. Neste momento, está reunida na Câmara dos Deputados a Comissão de Segurança Pública, que convidou o ministro Torquato Jardim a depor. Hoje? Amanhã, embora seja feriado? Não, nada disso: imagina-se que ele vá falar no dia 8, quarta-feira que vem. Morre mais gente no Rio, nas mãos das quadrilhas, do que em países onde há guerra civil. Para que pressa?

Poderes unidos

E não é só o Legislativo – inclusive as Excelências da oposição ao governador, que deveriam estar interessados em desdobrar rapidamente o caso – que se recusam a qualquer esforço extraordinário. O alto comando da Câmara, sob a chefia do presidente Rodrigo Maia, está no Oriente Médio, diz-se que a serviço – embora nada esteja acontecendo de diferente por lá, embora Maia seja o substituto legal do presidente Michel Temer, que acaba de deixar o hospital. O Poder Judiciário, no momento em que o governador de um dos principais Estados do país sofre pesadas acusações de um ministro, entrou de folga (e, ainda por cima, legalizou-a).

O Direito em repouso

O Dia do Servidor Público, 28 de outubro, caiu num sábado. Como não dá para repousar duas vezes no mesmo dia, o Supremo transferiu o feriado para esta sexta, dia 3, em que supostamente haveria trabalho normal. Com isso, a folga do STF já começa hoje, porque 1º de novembro é feriado para o Judiciário; o dia 2, amanhã, é Finados; e o dia 3, que não era feriado, agora é um supremo feriadão. E não vale só para o Supremo: o STJ aderiu. Não é por ter 60 dias anuais de férias e cinco feriados além dos válidos para o restante da população que as togas devam sofrer a perda de um feriado.

Bico fechado, tá?

O caro leitor não deve reclamar da nova folga dos togados. Se tivesse se dedicado mais aos estudos, em vez de ficar reclamando do pouco empenho dos supremos escolhidos, poderia ter alcançado o conhecimento jurídico de um Dias Toffoli; ou, versando-se em comunicação, talvez pudesse igualar-se à esfuziante oratória de um Marco Aurélio. Esforçando-se na arte do bom relacionamento, emularia, é possível, um Gilmar Mendes, E, caso tivesse mergulhado na leitura do clássico de autoajuda Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ficaria em melhores condições para pleitear um lugar de destaque, como o de Ricardo Lewandowski. Não conseguiu tão boa posição? Quem mandou não estudar o que deveria?

É coisa deles

Um fato da maior importância para o Brasil ocorreu no Exterior: dois dirigentes da campanha de Trump são investigados pelo FBI por permitir interferência de outros países na eleição. Um já está preso, outro ainda não.


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terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Silenciosa Conquista Islâmica da Espanha


  • "Expulsos há cinco séculos pelos cruzados cristãos, os árabes estão de volta à Espanha, usando seus petrodólares para comprar terras que foram tomadas de seus antepassados pela espada". — James M. Markham, The New York Times, 1981.
  • O diário madrilenho ABC ressaltou que 800 mesquitas na Espanha estão fora de controle. O diário espanhol La Razon acusou os doadores do Golfo, como o Qatar, de serem a origem da islamização da Espanha. Os sauditas também lançaram um novo canal de televisão espanhol, Córdoba TV, seguidos pelo Irã com outro canal.
  • Eles sonham e trabalham para recuperar o "califado perdido" da Espanha. Alguns islamistas o fazem com bombas e atropelamentos. Outros, mais discretamente, o fazem com dinheiro e dawa, divulgação do Islã. A segunda maneira pode ser ainda mais eficiente do que a primeira.
A cerimônia realizada em 2003 foi anunciada com manchetes bombásticas: "após uma demora de mais de 500 anos, os muçulmanos espanhóis finalmente conseguiram construir sua própria mesquita à sombra de Alhambra, outrora símbolo do poder islâmico na Europa". Uma equipe da Al Jazeera foi enviada para fazer a cobertura do evento: um muezim (encarregado que chama os muçulmanos às orações do alto dos minaretes) subiu ao alto do minarete da Grande Mesquita de Granada para chamar os fiéis para a oração pela primeira vez em cinco séculos.
De Osama bin Laden ao autoproclamado califa Abu Bakr Al Baghdadi, todos os líderes da jihad global - incluindo a célula terrorista que matou 17 pessoas em Barcelona - mencionaram a Espanha no contexto dos territórios a serem conquistados pelo Islã. Há, no entanto, outras formas de conquista além da jihad. Há também "a conquista silenciosa", assim chamada pela revista francesa Valeurs Actuelles. A conquista silenciosa é uma investida sinuosa para reislamizar a Espanha por meio de centros culturais, megamesquitas, proselitismo, conversões e investimentos financeiros. Este expediente pacífico de evocar a submissão está em andamento já faz algum tempo, sendo apoiado por uma enxurrada de dinheiro de países como o Qatar e a Arábia Saudita. Segundo o ex-comandante das forças britânicas no Iraque, General Jonathan Shaw, esses dois países em particular ativaram uma "bomba-relógio" ao financiarem a disseminação global do islamismo radical.
New York Times salientou pela primeira vez em 1981: "expulsos há cinco séculos pelos cruzados cristãos, os árabes estão de volta à Espanha, usando seus petrodólares para comprar terras que foram tomadas de seus antepassados pela espada". A Espanha naquela época não tinha sequer reconhecido o Estado de Israel e a monarquia espanhola visitava corriqueiramente o Príncipe Fahd da Arábia Saudita quando ele tirava férias no sul da Espanha. Depois foi a vez do Kuwait: "no final da década de 1980, quando a Espanha estava em plena ascensão, o Kuwait veio investir e adquirir empresas".
Desde então, as monarquias árabes tiveram como alvo a Espanha para grandes investimentos. Alguns edifícios emblemáticos de Madrid e Barcelona, isso sem falar da Costa del Sol, já são de propriedade de grupos de investimentos árabes, do Estádio Santiago Bernabeu em Madri à cadeia de hotéis de luxo W Hotel de Barcelona. Em Marbella, a poucos metros da Mesquita do Rei Fahd, encontra-se o Alanda Hotel, que oferece alimentos e serviços halal para atender as demandas dos clientes muçulmanos. Em 2011, a International Petroleum Investment Company, controlada pelo Emirado de Abu Dabi, comprou a Cepsa, segunda maior empresa petrolífera da Espanha.
Em janeiro último o Rei Felipe VI da Espanha visitou a Arábia Saudita anunciando que a Espanha irá incrementar as relações econômicas, comerciais e de investimento com o reino islâmico. Antes disso, em 2012, a Saudi Aramco deu preferência a projetos de empresas espanholas no valor de US$700 milhões. A Espanha e o Qatar estão negociando a formação de um Fundo de investimento conjunto no valor de US$1 bilhão que possibilitará o país do Golfo a investir na América Latina. A mídia dos Emirados Árabes chamou a Espanha de "um país promissor para o investimento do mundo árabe". Depois do Qatar, foi a vez de Omã investir no mercado espanhol: Omã acaba de acordar investimentos de até US$120 milhões em uma mina de urânio na Espanha, para ser usada em usinas de energia nuclear de Omã.
Demograficamente os muçulmanos estão testemunhando um aumento surpreendente de sua população na Espanha. Em 1990 os muçulmanos totalizavam 100 mil habitantes no país. Em 2010 o número saltou para 1,5 milhão. Em 2017 está perto de dois milhões. É um crescimento de 1.900% em 27 anos.
Já há 1.400 mesquitas na Espanha. De acordo com o Observatório de Pluralismo Religioso da Espanha(uma iniciativa do Ministério da Justiça), "esse número representa 21% de todos os lugares de culto de todas as religiões presentes na Espanha".
O financiador mais prolífico de mesquitas na Espanha é a Arábia Saudita. Em 1985, usando apenas recursos próprios, o reino saudita abriu o Centro Cultural Islâmico em Madri, a maior mesquita da Europa, seguida pelo Centro Islâmico de Málaga, que os sauditas financiaram com 22 milhões de euros (hoje a região circunvizinha de Madri conta com 112 mesquitas e centros culturais islâmicos). Conforme Soeren Kern do Gatestone Institute salientou: os sauditas construíram mesquitas em tudo quanto é canto, de Marbella à Fuengirola.
Inescrupulosos governos islâmicos, como o Irã, também conseguiram se infiltrar em partidos políticos espanhóis. De acordo com uma investigação, Teerã doou dinheiro ao Podemos, partido de esquerda que surgiu como uma nova força no cenário político espanhol.
O diário madrilenho ABC ressaltou que 800 mesquitas na Espanha estão fora de controle. O diário espanhol La Razon acusou os doadores do Golfo, como o Qatar, de serem a origem da islamização da Espanha. Os sauditas também lançaram um novo canal de televisão espanhol, Córdoba TV, seguidos pelo Irã com outro canal.
Os detalhes dessa proliferação religiosa são abordados no livro A Espanha de Alá de Ignacio Cembrero. Apesar do número de igrejas católicas na Espanha não ter sofrido muita variação durante muitos anos, as mesquitas muçulmanas têm crescido a uma velocidade de 20% ao ano. O Xeque Tamim bin Hamad al Thani, do Qatar, também quis comprar a Arena de Barcelona La Monumental para transformá-la na maior mesquita da Europa. Os Emirados Árabes Unidos financiaram a construção da Grande Mesquita de Granada.


O Xeque Tamim bin Hamad al Thani, do Qatar, quis comprar a Arena de Barcelona La Monumental, de quase 20 mil lugares, para transformá-la na maior mesquita da Europa. (Imagem: Sergi Larripa/Wikimedia Commons)

Eles sonham e trabalham para recuperar o "califado perdido" da Espanha. Alguns islamistas o fazem com bombas e atropelamentos. Outros, mais discretamente, o fazem com dinheiro e dawa, divulgação do Islã. A segunda maneira pode ser ainda mais eficiente do que a primeira.
Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

FONTE -  https://pt.gatestoneinstitute.org/11128/espanha-conquista-islamica

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ISLAMISMO POLITICAMENTE INCORRETO - por Ronald Tito Vieira do Canto

Coluna do Coronel (Tito)


Ronald Tito Vieira do Canto

Está havendo uma rápida islamização do mundo. A Europa já está praticamente tomada.
Essa retórica politicamente correta, inventada pela mídia vermelha, de que a maioria dos
muçulmanos só quer a paz e que o Corão não prega violência, está totalmente errada. O islã
não aceita a convivência com outras religiões. Quem não é muçulmano é incrédulo, e o Corão
prega sim, a morte dos infiéis que não se converterem. Manda matar, diz que não peca aquele que mata incrédulo. E é direto, sem metáfora.
“2ª surata: 191 – Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a intriga é mais grave do que o homicídio. Não os combateis nas cercanias da Sagrada Mesquita, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo aos incrédulos.”

Pergunte a um muçulmano se ele defenderia o seu país ou o islã em caso de guerra? A resposta é única, defenderia o islã. O muçulmano não aceita o estado laico, muito menos a democracia. Islã e democracia são antagônicos.

Mas nos países democráticos, usam a democracia para criarem verdadeiros guetos onde apenas a sharia é aplicada, não aceitam as leis dos países que os acolhem. Pobres refugiados! 

Por que não se refugiam nos países muçulmanos ricos? Simples, eles não aceitam. Por que?
Porque querem islamizar o ocidente e, para isso, contam com os refugiados e com a idiotia do politicamente correto e seus seguidores. Também contam com a “tolerância” do ocidente.
É a Hégira, ignorantes! É um método.

Não aceitam a cultura dos países ocidentais, mas querem que os ocidentais, quando em países muçulmanos, aceitem a sua. A mídia diz que é um absurdo não permitirem que as muçulmanas usem seus trajes, é um desrespeito aos seus valores. Mas não diz que é um absurdo que as cristãs não o usem quando estão lá, são obrigadas. Cadê as feministas?

Alguém já viu algum líder muçulmano (não um simples mulá de mesquita) condenando os atentados e fazendo campanha contra o terrorismo? Dizendo que não existe “mártir”? Que quem comete um atentado não vai para o paraíso e que não existem 72 virgens esperando?
Dizendo que quem se mata pelo islã é apenas um inocente útil nas mãos de um bando de psicopatas? Que Deus não quer que ninguém mate em Seu nome? Não, né. No máximo, meia dúzia de bagrinhos dizem que o islã é paz blá blá blá, sem nem tocar no assunto.

Quando eu ouvir algum condenando o terrorismo, condenando a jihad, mudo de ideia.

Essa religião tornou-se uma epidemia que precisa ser freada. Que fique dentro das fronteiras dos países que a adotam, antes que o mundo tenha que reviver as cruzadas, já que eles reviveram a jihad e a fatwa. Aliás, não fossem as cruzadas, tão criticadas pelo politicamente correto, a Europa estaria seguindo a sharia há séculos, ou seja, a Europa já passou por isso,
mas parece que não aprendeu nada.

Muitos muçulmanos estão combatendo o ISIS, é verdade. Mas é pelos seus territórios, pelas suas próprias vidas, não porque querem acabar com o terrorismo no ocidente. Se eles não se entendem nem mesmo entre eles, como vão viver bem com outras religiões?

E os cristãos assassinados diariamente nos países muçulmanos simplesmente por serem cristãos? Mulheres, crianças. A imprensa não mostra, o assunto não é tocado por nenhum líder mundial, nem pelo nosso Papa comunista, parece tabu. Ih! o Trump falou… mas ele não é doido?

Os EUA estavam indo pelo mesmo caminho, mas o povo americano acordou.
Sei que um monte de descolados acham o Trump maluco e outros adjetivos negativos, mas sem ele, tenham a certeza, a coisa ia ficar cada vez mais preta.  

E não pensem os brasileiros que aqui não chegará se nada for feito, e desde já. Há poucos anos o islamismo ainda era inexpressivo na Europa como é no Brasil. E agora, temos a nova Lei de Emigração, do comunista Aloysio Nunes, escancarando as nossas fronteiras.

Nós precisamos abominar o politicamente correto da esquerda. Jogar no lixo. Não se combate intolerância com tolerância. As flores, infelizmente, não vencem os canhões.

eles sabem disso.

sábado, 7 de outubro de 2017

INIMIGOS PÚBLICOS Nº 1, 2, 3, 4, ... - por Percival Puggina

Artigo publicado em


 Todos os 210 milhões de brasileiros têm consciência de que sua vida pende do fio da casualidade. Basta estar no lugar errado na hora errada. Esta independe do que diga o relógio, aquele pode ser qualquer um. No entanto, parece passar despercebido o fato de que a totalidade dos quase 60 mil homicídios nacionais foram praticados por criminosos fora das grades, soltos nas nossas ruas. As prisões estão lotadas e os homicidas em liberdade matam nessa proporção!
Aliás, se somarmos os homicídios cometidos por ano em toda a Europa, mais Rússia, China, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e acrescentarmos ainda alguns países do Oriente Médio, não se chega aos 59.080 homicídios intencionais ocorridos no Brasil em 2015, último ano com resultados consolidados pelo IPEA no Atlas da Violência 2017. É o maior número entre os países do globo! O terrorismo mata muito menos que a criminalidade nacional, a mais homicida do planeta.
Por outro lado, relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado em 2016 informou que 7,9% das pessoas entrevistadas no Brasil pela pesquisa Better Life Initiative reportaram terem sido vítimas de assalto nos 12 meses anteriores. Essa taxa é o dobro da média dos países pesquisados e sugere um número de ocorrências contra o patrimônio da ordem de vários milhões anuais. E ainda aparece gente para sustentar que temos presos em excesso! O que há no Brasil é um número inacreditável e intolerável de bandidos de todas as "especialidades" que precisam ser capturados, julgados, encarcerados e permanecerem presos até o cumprimento total de suas penas, para o bem da sociedade.
Estou falando dos inimigos públicos que atuam diretamente contra a vida e o patrimônio alheios. Mas a lista dos adversários da nossa segurança precisa acrescentar:
• os desencarceramentistas, para os quais, se a cadeia não reeduca, então deve abrir as portas;
• os bandidólatras (no dizer do excelente livro Bandidolatria e Democídio), para os quais os bandidos são agentes de transformação social e vítimas da sociedade, indivíduos dos quais não se poderia exigir outra conduta;
• os garantistas instalados no Poder Judiciário e em outras instituições e órgãos do Estado, que não se sentem comprometidos com a segurança da população, dado não ser sua função evitar que crimes ocorram, o que os faz moralmente responsáveis por muitos que poderiam ser cautelarmente evitados;
• os inimigos da redução da maioridade penal, que lacrimejam ante a simples possibilidade de que um brutamontes de 17 anos, estuprador e assassino, não seja tratado com as benevolências devidas a um reeducando em instituição socioeducativa;
• os defensores do desarmamento, manipuladores de estatísticas, maus leitores dos bons exemplos internacionais, acocorados no mundo da lua,  exclamando que a terra é azul;
• os políticos alinhados ou influenciados por uma ou por todas essas correntes, que para nosso azar abandonaram o sistema penitenciário e a lei penal à própria sorte, criando o caos que serve esplendidamente aos criminosos;
• os defensores dos direitos humanos dos bandidos, sempre alertas para protegê-los ou a pranteá-los com enlevos e aconchegos maternais, jamais interessados nas inocentes vítimas de sua cupidez, violência e perversões;
• os inimigos ideológicos da atividade policial e da necessária repressão ao crime, corregedores avulsos de cada operação policial, responsáveis por muitas mortes de agentes da lei cujo gatilho tardou em ser acionado com receio da repercussão.
Todos, a seu modo, desservem à sociedade e ampliam, direta ou indiretamente, a insegurança de nosso cotidiano.

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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.